Mentiras como soluções biológicas!

Em um mundo onde a busca por ser notado, está a frente do certo e errado, onde vencer é apenas o que traz realização plena, onde as pessoas têm dificuldade em encontrar o equilíbrio emocional para lidar com as situações inesperadas do dia a dia, neste mundo de problemas, quem mente se acha Rei!!


Há muitos anos se fala da mentira como um desvio de caráter, uma condição exercida por pessoas de má fé, que somente pensam nelas, que manipulam para terem o que querem. 


Neste artigo, quero trazer à luz, uma das informações que a nova medicina germânica traz, através dos estudos do Dr. Hamer, sobre o aparecimentos das necessidades de mentir. 


Você já parou para pensar, que em alguns casos, se não todos, as mentiras podem ser fontes de uma proteção, para a pessoa que mente? 

Pois é, algumas pessoas se sentem tão encurraladas em situações específicas, que a “única” fuga que elas encontram é a mentira. 

Nas leis biológicas sabemos que após um conflito emocional, surge simultaneamente uma alteração em um órgão e no cérebro (o local da fragilidade no cérebro está diretamente relacionado ao centro de controle do órgão em específico fragilizado pela situação emocional).

Neste primeiro momento, enquanto ocorre apenas um conflito, que está persistindo em manter a pessoa em estresse, em geral, não há sintomas, pois a maioria dos sintomas tendem a aparecer, após a pessoa sair da fase de estresse. 


Quando o conflito é muito intenso e simultaneamente há um outro conflito que afeta o outro lado cerebral, isto pode desencadear, ao invés de um sintoma físico, um sintoma emocional.


No caso da mitomania, que é a dificuldade da pessoa falar a verdade, frequentemente ou apenas em situações específicas, ocorre isto também. Dois tecidos estão fragilizados em fase de estresse e acabam, ao invés de provocar um sintoma físico, causando sintomas emocionais. 


A mitomania representa conflitos territoriais, ou seja, a pessoa vivencia uma sensação de crise de identidade, onde a pessoa não sabe qual é o seu lugar, para que rumo deve tomar para sua vida, e isto pode gerar fragilidades na região de reto intestinal, e ao mesmo tempo, um conflito que afeta os brônquios, que é caracterizado por uma incapacidade de confrontamento ou dissuasão frente a uma ameaça, alguém confrontante, uma situação indesejada. 


Neste momento, ao invés destes órgãos serem fragilizados, ocorre uma alteração do limiar de funcionamento cerebral, desencadeando uma alteração na ação emocional perante as situações do dia a dia, principalmente as situações que relacionam-se ao conflito. 

Imagine uma pessoa que perde sua identidade, seu local, onde sente exclusão de um grupo, não fazendo parte dele, e ao mesmo tempo não pode confrontar, gritar, brigar para tomar seu espaço, qual seria a melhor forma de ser notada, acolhida, ou recebida em um ambiente? Talvez a mentira fosse a melhor forma encontrada para o cérebro, para que as pessoas não me rejeitem se eu falar realmente quem sou ou o que faço, ou que elas possam gostar ainda mais de mim, se eu aumentar um pouco minhas qualidades, ou ainda, posso ter uma identidade, por mais que ela seja construída de maneira falsa. 


Certa vez atendi um adolescente, que foi adotado quando criança por uma família, onde a mãe e o pai, não puderam ter filhos biológicos. Nesta fase da vida, por volta dos 15 anos, ele começou a mentir, esconder coisas dos pais. Se olharmos para os contextos que falei anteriormente, este menino, perde sua identidade familiar desde cedo em sua vida, o que já traz uma fragilidade em reto. Mas nesta história havia algo a mais. 


Muitas vezes quando uma mulher não pode ter filhos, vem de conflitos familiares, onde a gestação ou os filhos podem ser vistos como problemas. E desta forma, ocorre um bloqueio no fato de engravidar. Entretanto, se a mãe tem este bloqueio com filhos e adota algum, este bloqueio se torna irritabilidade, dificuldade em aceitação, problemas de relacionamento mãe/filho. Ou seja, neste caso, por mais que a mãe adotiva tentasse acolher esta criança, ela não conseguia por completo, devido ao seu bloqueio inconsciente, o que fez esta criança, e agora adolescente, nunca sentir que tinha seu espaço, sua identidade na vida dos pais adotivos, no caso, principalmente com relação a mãe. 

Mas lembre, que a questão não é somente do conflito no Reto do intestino, mas também nos brônquios. E o que ocorria frequentemente que gerava está fragilidade, eram os gritos corriqueiros que a mãe dava, aflorando toda sua raiva inconsciente, muitas vezes sem motivos aparentes, e para o jovem um contexto constante de se sentir injustiçado por isto. 


Desta forma, a melhor maneira que o cérebro deste menino encontrou para melhorar a visão do mundo em que vivia, e amenizar seu sofrimento, era mentir, para melhor ser aceito e quem sabe assim sentir-se amado. Mas com as descobertas das mentiras, ocorreu o processo inverso, mais ataques acabaram ocorrendo. 


O mesmo pode ocorrer com outras pessoas, que para ocuparem um lugar almejado, para serem notadas, para adquirirem uma identidade em um grupo, ou simplesmente para superarem suas inferioridades, acabam construindo estórias e manipulando informações.

Em nenhum momento aqui estou entrando no valor de que é certo ou errado mentir, o que quero trazer é um pensamento sobre a origem deste transtorno, pois muitas vezes desconhecemos a histórias pregressas destas pessoas, para poder encontrar suas causas. E também, para mostrar que se possa haver uma causa, pode haver uma forma de se trabalhar sobre estes conflitos iniciais, e trazer uma qualidade de relacionamentos melhor para esta pessoa. 


Somos cercados de pessoas que modificam as informações ou criam estórias. Você pode ser uma destas pessoas, que neste instante, pode não estar conseguindo encontrar sua identidade profissional ou familiar, e não está conseguindo confrontar e dissuadir as pessoas que lhe interferem neste processo. 


Quero deixar também aqui um adendo, de que não somente de mentiras ruins e maléficas aos outros estou falando, como no caso de alguns políticos e de pessoas que manipulam informações para seu benefício próprio, mas também há aquelas pessoas que sabem mentir muito bem e que trazem alegrias e estimulam os sonhos das pessoas, como os atores, escritores. Imagine em que nível deste processo estava o autor do livro Alice no país das maravilhas, para construir toda aquela história, ou a autora de Harry Potter ou de O Senhor dos anéis. As vezes, a fantasia, a ilusão, também podem nos dar uma identidade no mundo da imaginação. 

 


Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador das Leis Biológicas Experience

 

Terça-feira, 05 de Fevereiro de 2019
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