Tratei meu sintoma, agora não irei mais ter DOR?

            Nunca mais ter o sintoma é o sonho de toda e qualquer pessoa que tem dor, tosse, alergias, depressão, irritabilidade, ansiedade, ou seja lá qual for o incômodo, a busca é de que encontrará um profissional, que irá “tirar com as mãos” seu sintoma e lhe libertar das suas angústias e sofrimentos. 

            Todos nós idealizamos ter uma vida saudável, equilibrada e de pleno bem-estar. Mas nem sempre esta melhora acontece como algumas pessoas esperam, tendo reativações do sintoma, ou simplesmente a enfermidade não quer deixar a pessoa. 

            Uma das questões que algumas pessoas que trabalham com o emocional não entendem, é de que perante a evolução das espécies, ou seja, durante milhões e milhões de anos, o DNA e o cérebro, foram evoluindo e trazendo com eles programas de adaptação das espécies, que representam programas de proteção, que apresentam um intuito de sobrevivência para o ser e para a espécie. 

            Estes programas foram estabelecidos com a função de gravar a melhor solução que cada espécie encontrou na evolução para sua sobrevivência na terra, seja pela sobrevivência ao se alimentar, absorver os nutrientes e posteriormente excretar os resíduos que sobraram, seja por respirar, reproduzir, viver em bando, proteger seu território e a si mesmo, entre outras funcionalidades. 

            Quando atendemos uma paciente com as informações das Leis Biológicas, Nova Medicina Germânica, Microfisioterapia, Psicogenealogia, podemos chegar até um determinado momento da vida da pessoa ou das histórias dos ancestrais, que poderiam ter trazido aqueles bloqueios, e desta forma sermos muito eficientes na resposta e melhora do paciente, mas se o paciente continuar vivendo a mesma situação de estresse, de conflitos, de dramas, o sintoma em geral tenderá a voltar. 

            Os Programas Biológicos Especiais são algo tão antigo dentro de nós, que estão em uma região do cérebro em que não podemos modificar e são tão especiais, pois durante todo o processo de evolução natural, mantiveram milhares de espécies, e permitiram que estivéssemos aqui hoje. Por isto, têm uma única e intensa função: nos deixar vivos. 

            Como a função destes programas são a nossa sobrevivência, eles agem fora do campo de consciência, sendo assim, não tem como nós os controlarmos. A partir do momento em que vivemos uma situação, que para estes programas representa um perigo de sobrevivência, eles ligam o alerta interno, e começam a gerar alterações físicas, químicas e fisiológicas no nosso corpo, para aumentar a capacidade de resolvermos aquela situação. 

            Por exemplo: se na natureza, uma ovelha se perde do bando, ela tende a ficar estática no seu local, até que o bando a encontre, pois se ela começar a procurar o rebanho, e o rebanho procura ela, eles podem se distanciar mais ainda. Isto entra para nós, nos momentos que achamos que tomamos uma direção errada, “eu não deveria ter me mudado para cá”, “eu não deveria ter feito o que fiz”, ou quando estamos divididos sobre escolhas que devemos tomar. Neste momento, o programa relacionado a tomada de direção, que interfere diretamente o córtex da Supra Renal, que é a região que produz o cortisol, hormônio do estresse, é alterado, e assim, começa a produzir menos cortisol, o que faz com que a pessoa se sinta sem energia, mais cansada, sonolenta durante o dia, o que irá propiciar que ela aguarde que, como nas ovelhas, alguém a encontre e lhe dê a boa direção, como quando esperamos que alguém nos auxilie em qual escolha tomar, ou aguardamos, até racionalizarmos, qual o melhor caminho a tomar, ou quando pararmos de nos frustrar pela escolha que tomamos.

            Outro exemplo, é de uma criança que mora em uma casa, onde o pai grita frequentemente, briga com a mãe e com ela. Este contexto recorrente gera para aquela criança uma sensação de ameaça ou de não ser capaz de dissuadir o pai, de brigar com ele, e falar o que gostaria, isto no mundo animal representa um senso de perigo no território, como se não pudesse impor meus limites, e a partir do momento que passo por uma situação assim, automaticamente o programa de sobrevivência é ligado, pois preciso proteger meu território, ou simplesmente, meu território precisa ser seguro, para manter a minha vida e da minha mãe, e assim o programa irá iniciar a promover alteração nos Brônquios ou na Laringe, podendo provocar tosses, falta de ar, chios. Até que pare de ocorrer estas situações. 

            O grande equívoco que quero passar aqui é que, por mais que tratemos a situação atual, se o paciente continuar vivendo os mesmos episódios ele poderá reativar o sintoma. Pois os programas irão continuar funcionando, enquanto o paciente continuar sentindo que tomou a escolha errada, e enquanto permanecer presenciando ameaças. 

Desta forma, não é pelo fato de você ter tratado seu paciente, que ele nunca mais irá apresentar aquele determinado sintoma. Ele irá apresentar sim o sintoma, pois o cérebro o quer proteger e mantê-lo vivo. Por isto é tão importante amenizar o medo dos sintomas, e é tão interessante que o paciente entenda os motivos pelos quais aquele sintoma aparece, para que se vir a aparecer novamente, que ele por si só, possa tomar as escolhas para sair do novo processo, ou que possa tomar as suas escolhas, para conseguir tomar a direção de sair do que ainda lhe faz mal, e também, para que os pais entendam, que enquanto houver desarmonia em casa, as crianças irão sentir e por consequência os sintomas serão frequentes. 


Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador das Leis Biológicas Experience

 

 

            

Terça-feira, 05 de Março de 2019
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