O encontro com sua essência


            A busca por nosso “Eu”, por saber quem verdadeiramente somos tem sido um processo constante na humanidade, uma caminhada evolutiva, de auto entendimento e autoconhecimento. 

            Creio que desde a era das cavernas nossos antepassados mais longínquos já tinham que diferenciar o Eu, da caça, os parecidos a mim em comparação com os outros animais que serviriam de alimento. Esta seria uma das mais antigas visões de identificação. 

            Milhares de anos depois, os filósofos gregos e romanos, viam o entendimento do “Eu”, já como uma junção mente-corpo-alma. Estudavam todas as vertentes do seu Ser, para compreender melhor o bem-estar, a felicidade, a saúde e a plenitude. 

            Posteriormente a busca pela essência do “Eu” foi “decapitada”, pois forçou-se as pessoas a perderem o conhecimento da mente e do corpo, e todo e qualquer cientista e pesquisador que buscasse desvendar estes mistérios, era severamente castigado, com seus livros e anotações fiscalizados, arrancados deles, queimados, ou até mesmo se a pessoa insistisse com suas buscas, era gentilmente levada a morte. 

            Infelizmente esta fase triste da história, fez com que se perdesse muitos estudos, ensinamentos, e distribuição de conhecimentos, pois tudo que se aprendia de libertador para si, deveria ser ensinado em segredo, em locais escondidos. 

            Como a vida é cíclica, e o universo dá seu jeito de trazer à tona muitas informações, o mundo evolui, e surgem mais e mais pessoas para revelar os segredos nunca antes revelados, a essência do Ser volta a ser buscada e revelada, por verdadeiro guerreiros do bem, que passaram e que muitos ainda passam, por uma vida dura, para que todos possam receber o conhecimento da verdade. 

            O conhecimento da Essência do Eu foi escondido e perdido por vários anos, mas cada vez mais surgem mensageiros do conhecimento, que acendem as luzes do obscuro da mente das pessoas, e cada vez mais HOJE podemos estar mais plenos, abraçando nosso verdadeiro “Eu”, e sendo plenos, leves e felizes. 

            A busca pelo auto entendimento torna-se ainda mais difícil, pois nossas ações e auto sabotagens derivam de processos emocionais inconscientes, tentativas do nosso inconsciente de nos proteger das ciladas da vida, dos perigos de repetirmos os padrões já vividos. Mas como muitas vezes não tomamos consciência por nós mesmos, ou temos dificuldade de lembrar o que ocorreu, acaba sendo mais difícil de visualizar um horizonte melhor, pois acabamos vivendo de repetições, onde repetimos relacionamentos falidos, problemáticos e impositores, repetimos empregos desagradáveis ou chefes autoritários, repetimos aos nossos filhos dizeres que tanto nos machucaram quando ditos por nossos pais na infância, repetimos erros, culpas e frustrações. 

            Nosso inconsciente não gera isto para nosso mal, mas sim como uma chance suplementar de sobrevivência a este mundo, que por outros momentos já nos fez sofrer. Entretanto, isto faz com que vivamos longe de sermos quem gostaríamos de ser, não agindo baseado em ações racionais, de libertação e de vivência plenas e realizadoras. 

            Hoje posso dizer que saí de muitas sabotagens, muitas reações inconscientes, pelo entendimento de como meu corpo funciona através dos sintomas que apresento, pois quando compreendemos a Origem dos sintomas, compreendemos quais frustrações são tão intensas em nosso corpo, capazes de gerar sintomas, e com esta compreensão, podemos enfim aprender como meu Eu interior reage as situações da vida. 

            Vou dar um exemplo, quando surge uma dor no meu estômago, ao invés de eu ficar bravo simplesmente em estar com a dor e pensar o que comi que me fez mal, já penso sobre a situação emocional que vivi, que me gerou uma contrariedade indigesta, com um tom de raiva ou injustiça, que possa ter me incomodado, ou me tirado do eixo. Com isto, posso compreender quais padrões de situações me fazem mal, para este órgão, e se eu quiser ir mais a fundo, que situações isto poderia me remeter ao que já vivi na minha adolescência, na minha infância, e assim, corrigir o início de tudo, o começo dos meus incômodos perante a este tipo de padrão de frustração. 

            Ou ainda, se surge uma dor de garganta, já posso pensar que sai do estresse de algo que não estava conseguindo tomar para mim, ou não podia eliminar, algo desagradável que tive de engolir ou aceitar. Como a região de garganta em geral não apresenta sintomas na fase de estresse, mas sim quando saio do estresse, ao invés de pensar no que estou vivendo, devo pensar no que resolvi de estresse, para que o sintoma tenha aparecido, mas mesmo assim, conhecendo sobre o que emocionalmente vivi neste momento, posso voltar ao passado e compreender que tipo de padrões de frustrações me fazem repetir sempre este mesmo sintoma, e enfim, poder me libertar dele. 

            Isto é conhecer sua essência, conhecer seu verdadeiro “Eu”, para que você possa se libertar dos padrões repetitivos de sua vida e enfim poder construir uma vida com suas próprias escolhas, sem sabotagens e amarras te impedindo de ser feliz.

            Se tudo isto me trouxe plenitude, imagine para você e seus pacientes!! 

            Busque você também compreender a Origem dos sintomas, para compreender melhor o seu “Eu”, e auxiliar mais pessoas que te procuram. 

            

Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador das Leis Biológicas Experience


Image by Kidaha from Pixabay 

 

Terça-feira, 16 de Abril de 2019
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