A responsabilidade da sessão é 100% do terapeuta


- Para, espera ai Ivan!! Como assim a responsabilidade é toda e completamente do terapeuta durante um tratamento? 

Calma, agora que já chamei a sua atenção, quero te mostrar a realidade dos fatos!! 

Muitos de nós fomos habituados a querer o resultado de prontidão e de preferência feito pelos outros, acreditamos que simplesmente por tomar algo, ou receber um tratamento feito por um terapeuta em mim... pronto! Tudo já estará solucionado!

Queremos ir ao médico e que ele resolva tudo para nós, queremos ir na psicóloga e que ela nos dê a direção que devemos tomar, ir na nutricionista e que ela nos faça perder peso sem esforço, ir ao fisioterapeuta e que ele nos alivie as dores sem que precisemos fazer um esforço. 

Nossos pacientes também não foram ensinados que eles são os grandes responsáveis por seu bem-estar e qualidade de vida e cabe a nós como terapeutas mostrarmos a eles, qual é a responsabilidade de cada um, dele e nossa, durante o tratamento. 

Muitos dos sintomas dependem do cuidado adequado e sem que seja feito o dever de casa, a melhora pode não ser eficiente. Muitas pessoas acreditam que podem comer o que quiser não cuidando da alimentação, beber todas, não realizar atividades físicas e não cuidar do equilíbrio emocional, e não irão ter consequências, ou ainda que simplesmente depois de toda esta bagunça com o corpo, podem ir a um profissional, que ele irá resolver tudo. A vida não é um passe de mágica, que outras pessoas possam apagar tudo e passar a borracha. 

Quando falamos de contextos emocionais, sintomas que vêm dos grandes traumas da vida, a responsabilidade do paciente aumenta. 

A primeira grande responsabilidade de uma pessoa quando apresenta alterações e sintomas é buscar a um profissional que entenda do assunto para lhe ajudar, este é por definitivo o primeiro passo, a não ser que a pessoa mesmo compreenda do assunto e saiba o que fazer com ele. 

O segundo passo é nosso, como terapeutas, de mostrar a luz e permitir ao paciente compreender a Origem do sintoma, ou seja, mostrar qual é a base que trouxe o sintoma e o que faz com que ele permaneça. Somente o entendimento do motivo pelo qual a enfermidade não se curou é que permitirá fazer com que o sintoma acabe, e a mudança de atitude do paciente perante as situações é imprescindível para a melhora completa. 

Simplesmente jogar o sintoma para debaixo do tapete, escondendo-o, não resolve. Por isto, que muitas pessoas que tem gastrite, tomam o medicamento, mas no outro dia apresentam o sintoma novamente, ou pessoas que buscam terapias, para melhorar o relacionamento conjugal, mas continuam agindo das mesmas formas, brigando e implicando com a parceira ou parceiro, fazendo com que o processo permaneça, não fazendo o mínimo de esforço para melhorar a situação, ou ainda, aqueles que apresentam sintomas físicos no ombro devido a contextos emocionais, mas não se permitem deixar o passado para trás e por definitivo viver o hoje. 

Por estas e outras razões que temos tantas doenças crônicas, síndromes que persistem e sintomas recorrentes aparecendo, pois se esquece de buscar a causa e solucionar o interior da pessoa, olhando apenas o exterior. 

O terapeuta deve ser o farol que ilumina o caminho do paciente, que mostra aonde está o problemas e quais sãos as causas, mas o paciente deve assumir suas responsabilidades de tomar as decisões cabíveis ao momento e a circunstância específica, para assim a melhora ocorrer. 

Jogar a responsabilidade apenas para um ou para o outro é um grande erro de percurso, que pode definir por completo a melhora ou não do paciente, então defina com seu paciente as obrigações e deveres de cada um e tenha ótimos resultados. 


Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador das Leis Biológicas Experience


Terça-feira, 30 de Abril de 2019
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