E se você descobrisse que errar não é um problema?


              Quando o paciente chega no consultório, e diz que tem medo de errar, entendemos que isto não é o problema inicial, há algo mais profundo do que isto. Por trás do medo de errar há um perigo pior, por isto a pergunta a se fazer é: "O que o fato de errar pode ocasionar?" Ou: "Qual é o transtorno que pode causar o fato de tomar uma escolha errada?" 

            Quando falamos com o paciente a maioria das respostas que aparecem são: 

-“Não vão me amar”;

-“Irão tirar sarro de mim”;

-“Irão me excluir”; 

-"Vão me criticar”.

            Carregamos crenças baseadas em histórias previamente vividas, nas palavras de nossos próximos e em ações que nos fazem criar pensamentos errôneos. 

            Quando somos crianças, procuramos inicialmente encontrar nosso lugar em um grupo, nossa identidade, conquistar nosso território dentro da família, entretanto, por diferentes situações, seja por uma má recepção da gravidez, por falta de contato com os familiares, por abandono ou rejeição, surge a sensação de exclusão, de falta de amor e a rejeição. 

            Neste momento, quando há este processo de abandono pela criança ser pequena demais, pode acabar tendo dificuldades em interpretar situações, como no caso de algum dos pais chegarem irritados em casa, e por qualquer atitude desagradável que a criança possa realizar, poderia gerar um motivo de crítica, deixar a criança de lado, parar de brincar com ela, ignorá-la e etc. 

            Por estes motivos, qualquer erro, qualquer passo errôneo, qualquer atitude que poderia gerar uma recriminação poderia ser duro demais para aquela criança que está apenas querendo se encontrar e compreender qual é seu local na hierarquia do lar. 

            Claro que nem sempre o medo de errar se baseia nas frustrações ocorridas com os pais, por exemplo, se um dia ao apresentar um trabalho na frente da turma, por um deslize, dão risada de si, ou a professora o recrimina, também pode gerar uma trava em falar em público, apresentar novos trabalhos, com medos de reviver aquela situação inicial tão frustrante. 

            Por isto, quando seu paciente falar, tenho medo de errar, as vezes não bastará trabalhar o medo de errar, mas sim, desvendar a consequência que isto pode gerar dentro da cabeça dele. Muitas vezes a crença é desnecessária e já ultrapassada perante a idade atual, pois em geral são situações da pequena infância que hoje a pessoa não está na mesma época e já não fazem mais sentido para o momento, pois hoje como adolescente ou adulto, pode apresentar outras maneiras e formas de racionalizar e ultrapassar o conflito antigo. Hoje se pode esquivar, confrontar de outras maneiras e evitar que se repita por tantas vezes a mesma informação. 

Por isto, quanto mais vamos a fundo na precisão de qual é a causa real do conflito, mais fácil será a resolução. Pronto para trazer ótimos resultados? 


Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador das Leis Biológicas Experience

Terça-feira, 09 de Julho de 2019
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