Para onde foi minha memória?


            Esquecer o que iria fazer, dar branco na hora das provas, não lembrar de compromissos importantes agendados, passar por um acidente e não lembrar do que aconteceu, entre outras inúmeras situações atingem milhares de pessoas, mas a dificuldade terapêutica está na dificuldade em entender os motivos deste lapso de memória ocorrer em momentos específicos. 

            O Dr. Ryke Hamer, médico alemão que enunciou as 5 Leis Biológicas, observou em seus pacientes que existia um padrão específico dentre as pessoas que passavam pelos problemas de memória: todas haviam passado por um estresse, que atingia regiões específicas do cérebro. 

            Antes de qualquer coisa precisamos entender que, segundo Hamer, todo e qualquer estresse vivido de forma dramática e inesperada, dá início à programas biológicos de sobrevivência, que estão presentes em todos os seres vivos devido à filogênese, com o intuito da manutenção da vida, ou seja, tudo tem um sentido biológico de garantir a sobrevivência do indivíduo ou da espécie, com uma intenção de amenizar a carga da frustração que está sendo vivida, e isto provoca uma alteração simultânea no cérebro, em uma região específica que representa cada órgão e tecido do corpo, e uma alteração neste tecido de referência. 

            Quando uma pessoa vive um conflito de separação com alguma outra pessoa, por exemplo, o local na pele que tinha contato com esta pessoa apresenta uma perda de sensibilidade, o que permite a esta pessoa que sofre a ausência da outra, seja por morte, seja por uma ruptura conjugal ou uma mudança, que ela deixe de sentir aquele local específico da pele que relembra a outra pessoa. Seria uma tentativa de não trazer na lembrança aqueles bons momentos de contato, principalmente enquanto esta pessoa está em fase de estresse perante a ruptura. Em conjunção a isto, haveria uma tentativa do cérebro de esquecer momentaneamente o acontecimento, assim diminuiria a intensidade do estresse. 

            Antes, dei o exemplo dos brancos na hora de provas, isto também pode remeter a um conflito de separação, mas poderia ser uma separação desejada, onde não queria estar neste local, não queria estar em contato com esta prova ou perante a esta professora, por situações de ataques anteriores, desvalorizações ou mesmo por medos antecipativos do que os pais ou outras pessoas poderiam vir a fazer perante ao mal resultado nesta avaliação, neste caso mais voltado a conflitos de contatos agressivos, como apanhar pelo mal resultado ou mesmo, que os outros possam se afastar de mim, caso eu erre, meus pais possam me deixar de lado, eu poderei repetir de ano e me afastarei dos meus colegas. Sendo assim, o peso da prova estaria aumentado, pelos medos antecipativos que passam pela cabeça da pessoa. 

            Você já deve ter ouvido falar sobre pessoas que sofreram graves acidentes e que não lembram do momento do ocorrido, isto também pode ser uma maneira que o cérebro encontrou para impedir que fiquemos lembrando de uma situação abrupta que ocorreu, podendo fragilizar tanto a parte de contato/separação, pelo impacto da batida, ou por um perigo de falecimento ou falecimento real de alguém no acidente, ou ainda um conflito que é um pouco mais intenso, que atinge a região do periósteo, camada que reveste os ossos, que poderia estar alterada em situações de separações ou contatos muito mais profundos, como em um trauma físico de contato intenso das ferragens do carro contra si, da violência da batida, ou do drama de ver ou sentir alguém ferido dentro de seu carro. Estes conflitos do periósteo, da mesma forma que da epiderme, podem trazer bloqueios perante seus centros de controle cerebrais, com intuito de evitar lembrar dos contatos que foram intensos e assim promover uma amnésia ou perda de memória momentânea. 

            Não é muito difícil passarmos por conflitos de separações em nossas vidas, seja quando os filhos vão para a faculdade e o ninho vai se tornando vazio, seja por falecimentos de pessoas queridas, seja por divórcio no casamento, estamos suscetíveis a passar por este tipo de situações, mas quanto mais dificuldade apresentamos em superar o ocorrido, mais intenso se torna os sintomas, e mais nosso organismo tentará, através de suas ferramentas, amenizar o impacto do ocorrido, neste caso, causando dificuldades na memória. Por isto, muitos homens e mulheres, após a separações mal resolvidas, acabam reclamando que estão mais esquecidos, ou após grandes choques relacionados a mortes repentinas têm mais frequentemente a sensação de não lembrar onde deixou isto ou aquilo. 

            Com este artigo você já pode trazer à tona algumas das possibilidades que possam ter trazido a você ou a seu paciente estas alterações quanto a memória. Estas são algumas das possibilidades, podem haver outras, pois cada pessoa tem sua forma de viver e lidar com cada estresse em sua vida, cada indivíduo é único e precisa ser olhado individualmente. 

            Entender que os conflitos de contatos indesejados e separações são um dos grandes causadores das dificuldades na memória é o primeiro passo para sair do processo, após é necessário sair deste conflito, que permanece ainda mal resolvido, e então poder voltar a uma normalidade de vida. 

 

           
Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador das Leis Biológicas Experience

 

Image by Jan Helebrant from Pixabay 

Terça-feira, 03 de Setembro de 2019
Voltar
Rua Silvio Vidal - 175, Sala 601 | Centro Médico Dr. Silvio Vidal - Pato Branco - PR
ivanbonaldo@yahoo.com.br | ativaterapias@gmail.com
(46) 3025-5399 | (46) 9981-2112
Site Desenvolvido por Agencia PQPK