Miomas uterinos e suas origens emocionais

             Estudos apontam que cerca de 30% das mulheres até 35 anos apresentam miomas, sejam eles pequenos ou grandes, subindo para 70 a 80% com o passar da idade. A princípio, nos estudos, não se sabe a causa específica do surgimento deste aumento de células no miométrio, alegam-se apenas suposições. 

            O miométrio é a camada média do útero, composta por musculatura lisa, responsável pela contratibilidade do útero e sua força muscular. Durante a gravidez ocorre aumento das células do miométrio e aumento de seu volume, isto ocorre pelo fato de que o útero tem que ser capaz de segurar um novo ser, que cresce a cada dia, e por isto esta musculatura tem que estar forte, outra função desta musculatura é se preparar para o momento expulsivo, ou seja, para a hora do parto, é ela que irá fazer as contrações rítmicas para que o feto possa sair por via vaginal, durante o parto normal. 

            Se olharmos por esta ótica, sempre que um tecido se torna incapacitado de realizar sua função, ele pode entrar em disfunção, isto é, quando olhamos em um vínculo conflitivo emocional. 

Baseado nas descobertas do Dr. Hamer, sempre que ocorre um processo conflitivo, pode ocorrer uma proliferação celular ou um necrose celular, dependendo do tecido afetado, isto se dá no início pelo fato de trazermos programas biológicos de sobrevivências, com sentido biológico de nos manter vivos ou para que possamos cuidar do ambiente do clã e de seu conteúdo, a família. 

O miométrio é derivado de uma camada chamada nas leis biológicas de mesoderma de transição, onde durante a fase de estresse, promove proliferação celular, como se simulasse a gestação. Você deve estar se perguntando, mas por qual motivo isto acontece? 

Durante a gestação a musculatura lisa uterina tem que aumentar de tamanho, para segurar um feto, mas se a mulher vivencia a frustração de não ser capaz de reter o feto, por um aborto, ou não se sente apta a engravidar e ter uma gestação, a musculatura tende a proliferar células, em uma tentativa de ficar mais forte, para ser mais capaz de reter uma gestação. 

Como nosso cérebro não funciona somente de maneira real, mas também simbólicamente, podemos imaginar que uma mulher que não se sente capaz de reter os seus para perto de si, dentro de sua casa, dentro de sua proteção, também pode entrar nesta fragilidade, como quando filhos saem do lar, pois o útero pode ser considerado como primeiro ninho para os filhos, quando os filhos ou netos estão passando por problemas e a mulher não pode proteger, reter todos para si, para cuidar, ou mesmo quando uma irmã mais nova passa por uma doença ou se machuca, ou um animal de estimação vem a falecer, dependendo da ligação que se tenha, estas são possibilidades a serem analisadas se a mulher ainda está vivendo o processo, ou se por algum motivo já saiu dele, e o corpo não eliminou este  tecido em excesso, ou ainda se fica reativando esta situação constantemente. 

Lembrando também que o miométrio também se fortalece para expulsar o feto na hora do parto, sendo assim, se uma mulher se sentiu incapacitada de realizar um parto, ou o bebê faleceu ou veio a desencadear algum sintoma por uma dificuldade no parto, poderíamos também pensar sobre o assunto, ou mesmo simbolicamente, no sentido de querer expulsar os filhos de casa, pois o parceiro atual não gosta deles, ou querer afastar alguém de sua casa, uma sogra, uma cunhada ou cunhado que incomodam, mas se sente incapaz de afastá-los de seu ninho e proteger os seus. 

Desta forma, momentâneamente enquanto a mulher está passando pela fase de estresse do processo, haverá uma proliferação de células, chamadas de mioma ou leiomioma, mas assim que ela tende a sair do conflito, inicia uma redução do tônus muscular do miométrio, e no meio desta fase resolutiva, ocorrem as cólicas por espasmos do útero, como uma reativação do tecido para a normalidade dele, e se há fragilidades simultâneas na mucosa uterina, pode haver sangramentos associados, e após a cicatrização pode permanecer um fibroma. 

Cada órgão e tecido tem sua funcionalidade, e ela tem que ser observada fisiologicamente, mecanicamente e emocionalmente, nos sentidos reais e simbólicos, para então podermos compreender o que se passa em cada organismo, construindo a história até a causa original do sintoma. 

Para que a mulher saia do sintoma, é necessário o entendimento da causa que o trouxe, para então poder sair deste processo, desta frustração, pois se não há conflito, não há necessidade de ter uma alteração ao tecido. 

 

Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador das Leis Biológicas Experience




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Arte: Agência PQPK

 

Segunda-feira, 30 de Setembro de 2019
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