Conseguimos separar razão de emoção?
Já teve aquele paciente que chegou e falou assim pra você “não deveria pensar nessas coisas” ou “eu não deveria me apaixonar por fulano, mas eu sinto que algo foge do meu controle” ou até mesmo “eu queria poder me entregar mais a fundo a minha parceira, mas parece que tem algo que me trava."

Pois é, o contexto biológico muitas vezes nos atrapalha em tomar a decisão pelo racional, fazendo com que o instintivo ou o inconsciente impere. A grande maioria das nossas ações do dia a dia são de forma inconsciente, fazendo com que tenhamos iniciativas ou decisões que de forma alguma são racionalizadas. 

Acreditamos que usamos o racional para tomar decisões, mas o marketing já mostra o contrário, que as pessoas tomam decisões por impulso, tanto é que as grandes empresas utilizam disto nas suas vendas. 

Quando nós estudamos as leis biológicas entendemos que existe um programa biológico instalado no nosso inconsciente pela evolução das espécies e todo esse processo evolutivo faz com que alguns órgãos específicos estejam já propensos a determinadas alterações dependendo da forma com que a gente lide com algumas coisas do nosso dia a dia. 

Por exemplo, em situações de perda, os testículos ou ovários, quando a pessoa não lida bem com a situação, se fragilizam gerando uma ação inconsciente. Já que estes órgãos são a base de formação dos espermatozoides e dos óvulos, que são quem cria a vida, no estresse da perda eles entram em hiperestimulação para que se reponha a perda sofrida.

No mundo animal se uma fêmea perde um filhote automaticamente ela entra de novo no cio, entra em hiperestimulação ovariana pra que ela crie novos óvulos para fecundar novamente e repor o grupo, para que não haja a extinção da espécie.

Esse impulso de repovoar e de colocar pessoas dentro de um ambiente que foi perdido, é instintivo, nós temos um programa biológico de sobrevivência para nos manter vivos e esses programas são instalados baseados em quando esses órgãos surgiram na vida animal. 
Esses órgãos foram surgindo para uma necessidade e é essa necessidade que observamos quando tratamos um paciente.

O fígado tem uma necessidade de estocar energia e alimento, o pulmão tem uma necessidade de respirar captar oxigênio, a bexiga ter necessidade de eliminar urina, o rim tem a necessidade de filtrar o líquido do sangue e eliminar do corpo, o estômago tem a necessidade de digerir.

Para atender um paciente temos que observar a função de cada órgão e tecido para tentar integralizar a função vivencial emocional. Sendo assim, quem não consegue digerir algo, não consegue assimilar uma informação, não consegue mostrar que é capaz de algo, entra em alteração perante ao órgão relacionado, como digerir representa estômago, assimilar representa intestino delgado, impotência refere-se aos tecidos musculoesqueléticos.

Lembra do descontrole que falei no começo do artigo? Como por exemplo, quando uma pessoa tem um sentimento por uma outra pessoa,  que não a esposa ou esposo, sente algo avassalador, como as tais chamadas “borboletas no estômago”, uma paixão, que não sabe explicar de onde surgiu aquele pensamento e aquilo acaba às vezes fazendo com que aconteça um desfoque no rumo da vida,  essa sensação de descontrole que algumas pessoas acabam apresentando, é um sentimento visceral, desestabilizado, e essa sensação de frustração de não ser capaz de tomar aquela(e) nova(o) parceira(o), porque racionalmente a pessoa sabe que não deve sair de seu relacionamento, entretanto a emoção sufoca, ocorrendo uma briga do racional com o irracional. 

Outro exemplo de ação por impulso, é daquela pessoa fica “armada” com determinadas pessoas, com aquela sensação de que tem pessoas que consegue conversar bem, enquanto perante a outras se sentem travadas e não conseguem se soltar para conversar e se relacionar, é aquele velho dito "o santo não bate".

Isso pode remeter uma reativação de uma situação que já vivida com alguém no passado. Por exemplo, uma uma pessoa que tem um mãe que era autoritária ou opositora, e no presente encontra mulheres assim que podem reativar aquele padrão que se vivia com a mãe e acaba tendo dificuldades de se relacionar com esse padrão de mulheres.

Às vezes essas pessoas que tem essa personalidade não conseguem estar à vontade de ter um relacionamento, que seja harmônico neste tipo de situações.

Quando conseguimos compreender onde está o início destes padrões, fica mais fácil de sair do processo, lidar de forma diferente com a situação. 

Outro bom exemplo, é de ter medo de engravidar, pois pode levar a um parto com perigo a vida, por consequência o cérebro entende que é perigoso o contato físico, porque para engravidar é preciso da relação sexual, assim afastar o(a) parceiro(a), quem sabe evita entrar de novo no perigo de vida que a pessoa sentiu ou algum de seus ancestrais, e se é perigoso morrer, a relação sexual é secundária, a pessoa prefere fugir, ou fica irritada com o parceiro quando ele demonstra desejo. A pessoa pode até ficar feliz ao trabalhar até tarde da noite, porque assim o parceiro(a) já está dormindo e o perigo já passou. 

O estado de alerta acaba sendo algo automático e não racionalizadas, a pessoa as vezes não deseja afastar o(a) parceiro(a), mas acaba agindo por impulso. Lembra que um(a) parceiro(a) rejeitado(a) pode procurar fora de casa alguém com interesse? Assim, um tipo de conflito de um, pode levar ao conflito do outro, e virar uma bola de neve.

Geralmente, quando vamos atender famílias percebemos que às vezes a herança que vem do lado do homem é de uma desvalorização ou de uma rejeição e a mulher foi uma relação de perigo iminente de engravidar por exemplo, ou vice versa, então quanto mais próxima fica mais ele se afasta e isso vira uma bola de neve que vai aumentando o processo e a pessoa nem sabe por que termina o relacionamento.

Homens ou mulheres que às vezes na infância se sentiram tocados sexualmente de uma forma agressiva, abusiva, um contato que não foi agradável e cada vez que  o esposo ou a esposa vai tocar, procurar sexualmente, é como se o cérebro relaciona o toque como perigoso e foge.

Aquele sentimento que vem de dentro, que é inconsciente e que faz com que  provoque uma irritabilidade, com que haja as paixões descontroladas e que fazem com que às vezes as pessoas não tenham equilíbrio racional para lidar com as situações do dia-a-dia, sempre tem uma história por trás de tudo isso. Basta prestar atenção aos detalhes e pesquisar os padrões.

Você teve pacientes que já observou histórias parecidas? Conta pra mim para que possamos fazer uma junção e trocar informações de histórias e ver até onde nosso inconsciente pode chegar.


Aproveite e compartilhe com pessoas que você acredita que possam querer conhecer mais sobre a Origem Emocional dos Sintomas, confira os vídeos com outros conteúdos no YouTube.com/ivanbonaldo


Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)
Fisioterapeuta e idealizador do Curso Origens
Quinta-feira, 02 de Janeiro de 2020
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