Compulsão Alimentar

A compulsão alimentar é algo muito frequente e muitas pessoas têm dificuldade em restabelecer a sensação de um bom hábito alimentar. Você tem pacientes que reclamam disso?

 

Esse comportamento de compulsão alimentar que temos visto muitas vezes, está relacionado na sua origem dentro das leis biológicas a uma região específica do pâncreas, há uma parte derivada do ectoderma que é afetada. Esta é uma região no pâncreas, responsável pelo controle do glucagon, que vai fazer com que, quando há alguma frustração relacionada a esse controle de glucagon, aconteça uma baixa de glucagon de início, na fase de estresse e ao mesmo tempo vai diminuir a glicemia do corpo.

 

Então, quando seu paciente tem uma hipoglicemia, ele tem uma sensação de compulsão, é como se tivesse um buraco dentro dele e traz uma grande necessidade de repor aquele estoque de energia, gerando aumento de apetite. Nem sempre sintomas são aparentes além da compulsão neste momento conflitivo.

 

A glicose é essa energia que faz com que a tenhamos potência e força de agir nas situações do dia a dia. Mas, quando ela diminuir, ocorre o que é chamada de hipoglicemia?

 

Quando seu paciente vive uma situação de ameaça de perigo frontal, onde de alguma forma é como se houvesse repugnância, desgosto ou um certo nojo perante uma situação que ele vivenciou, ou ainda em uma situação de incapacidade em evitar um conflito, refutar uma situação. Isso pode acontecer de diferentes maneiras.

 

Pode ter uma repugnância realmente a um alimento, então quando come o alimento, que pra ele é nojento, pode ter uma sensação de frustração perante aquele alimento especifico.

 

Mas o paciente pode ter nojo ou repugnância também com relação a alguma pessoa. Quando alguém na vida dele age de alguma forma que ele acha suja, errada ou nojenta, e isso gera essa sensação de repulsa àquela pessoa ou a forma como ela agiu. Pode haver situações de medo, uma insegurança, que uma pessoa pode ter atacado de alguma maneira ou falado coisas falsas sobre o seu paciente, e esse ataque remete a essa sensação pode gerar esta fragilidade nessa região do pâncreas, que vai alterar o glucagon.

 

Por exemplo, se um homem e uma mulher têm seus filhos e esse homem decide se separar daquela parceira, mas a parceira não se dá por satisfeita com essa separação, fica incomodada e contrariada, então ela pode realmente falar coisas daquele homem, confrontar ou inventar coisas repugnantes e ele pode agir de uma forma a entender que a atitude dela era nojenta e repugnante ou nessa relação de desgosto àquelas informações que ele ouviu e não pode evitar, não pode evitar este confronto. Claro que as mulheres podem viver isso também da mesma maneira.

 

Outro caso que eu vejo frequente na clínica, é de mulheres ou homens que tem a sensação de um contato sexual que é visto como repugnante, seja ele na infância, quando é tocada(o) por uma pessoa de alguma forma que percebeu com repugnância ou nojo, ou seja em situações vividas por uma mulher que às vezes está casada e o seu marido a trai com outra mulher, e ela vê aquele homem que volta para sua casa e a procura sexualmente, com um senso de repugnância, como se ela quisesse afastar o contato e repulsar aquele homem. Com esse contexto de repugnância e de nojo a esse contato que ela não quer mais ter.

 

Essa sensação geralmente, vai então fragilizar na fase ativa a região do glucagon, diminuindo a glicemia e gerando uma hipoglicemia que pode às vezes, em algumas pessoas, dar uma tontura, um mal estar,  uma sensação até de eminente desmaio, se o contexto for mais forte, e quando se tem uma fragilidade nessa região esse paciente pode apresentar então a sensação de vontade de comer muito naquele momento.

 

Algumas vezes a compulsão pode ocorrer todo dia no mesmo horário, por exemplo no horário que aquela sensação de repugnância aconteceu, como quando a situação ocorreu as 10 horas da noite, e então aquela pessoa vai ter a sensação de compulsão geralmente próximo àquele horário, porque o cérebro reativa o estresse, ele relembra no inconsciente o momento que aconteceu à frustração e o sintoma reaparece. Você pode pedir para o paciente observar, no seu dia a dia, em qual momento do dia aparece mais o sintoma de compulsão.

 

Nesse contexto de repugnância, realmente a percepção é de que a pessoa precisa comer para adquirir mais energia, e assim mais glicose para poder confrontar ou se opor e evitar de novo passar por essa sensação de ameaça frontal, com esse senso de desgosto e repugnância.

 

Você já teve paciente assim? Com essa sensação de ter esse vazio que tem que comer, sem ter fim no alimento e tem que buscar na geladeira mais e mais coisas. Será que essas informações fizeram sentido pra você?

 

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Quer saber mais sobre a Origem Emocional dos Sintomas? Confira os vídeos com outros conteúdos no YouTube.com/ivanbonaldo

 

Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador do Curso Origens

Quinta-feira, 09 de Abril de 2020
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