Quando o paciente tem raiva, qual órgão pode estar afetado?

Você já atendeu pacientes explosivos e com acessos de raiva? Sabe quais são alguns dos órgãos que podem ser afetados devido a isto?  

 

Quando falamos de irritabilidade, temos que ter em mente órgãos derivados embriologicamente do ectoderma. Estes tecidos apresentam seus centros de controle cerebral na região do neocórtex do cérebro. Neste caso específico analisamos principalmente alguns centros de controle cérebro de órgãos específicos, responsáveis pelo controle da vesícula, curvatura menor do estômago, ductos biliares e pancreáticos. Nestes locais a percepção do trauma, está relacionado a raivas indigestas.

 

Por exemplo, se você tem um paciente que está vivendo uma situação de raiva ou injustiça, enquanto ele permanece no estresse, poderá ter uma alteração na vesícula biliar, tendo uma diminuição do tecido, uma necrose, que gera dor local.

 

Assim como a vesícula, as vias biliares permitem a liberação das enzimas biliares serem liberadas ao duodeno, potencializando a digestão e assimilação do do alimento. Gerando uma potência maior para poder digerir os alimentos, mas também quando se é vivido uma situação indigesta emocionalmente, eles tem a função de aumentar a potencialidade de digerir emocionalmente um processo conflitivo. As vias biliares, geralmente é afetada em situações de raivas dentro do território, então quando o território do teu paciente está ameaçado de uma certa forma, que ele interpreta que alguma pessoa invadiu seu espaço ou quer tomar o que é dele, ou ainda quando querem impor as suas vontades acima das dele ou que alguém quer o confrontar, a vesícula biliar ou vias biliares entram numa hiperestimulação gerando irritabilidade e uma energia para reestabelecer o território.

 

Vou dar um exemplo mais específico sobre este fator, certa vez tive uma paciente que relatou a existência de dores na região das vias biliares, pois ao casar acabou indo morar inicialmente com o sogro e a sogra, e naquele momento ela não poderia impor as regras que ela queria para a casa dela, desse modo ela sempre tinha pessoas dando palpites e falando o que elas queriam que essa minha paciente fizesse ou como a casa deveria funcionar ou como os filhos deveriam ser cuidados. Isso para ela era um incomodo muito grande, porque ela queria que a casa funcionasse do jeito que ela gostaria, até porque a cultura familiar que ela tinha era totalmente diferente da cultura familiar que o esposo dela e a família do esposo dela tinham. Ela não podia falar, ela não poderia jogar para fora o que ela gostaria, a raiva e aquela situação de frustração com relação a essa situação, tendo sempre alguém invadindo o território dela, opinando no que não competia, mas ela não podia confrontar. E como ela vivia essa situação de fase de estresse existia uma necrose tecidual naquela região relacionada às vias biliares e neste momento geralmente surgem os sintomas que permanecem aparente enquanto durar a frustração, que está diretamente vinculada ao contexto de raiva, de justiça perante o vivido.

 

Certa vez eu atendi também uma adolescente que apresentou hepatite na infância. Isso porque naquele momento ela também tinha essa sensação de um território sendo invadido. A mãe dela se separou de seu pai e encontrou outro companheiro, e a partir do momento em que o padrasto entrou naquela casa, ele era um ser estranho para ela, e ela não queria a presença de outra pessoa em casa, porque ela queria o pai dela presente. E para piorar a situação o padrasto começou a toca-lá, tendo uma intenção sexual perante ela, que tinha naquele momento uns 7 ou 8 anos de idade. Então aquele olhar do padrasto, aquelas intenções perante a ela, faziam com que ela tivesse uma fragilidade nas vias biliares. Ela não podia dar limites sobre o território dela, e isso fazia com que aquelas fragilidades na região das vias biliares aparecessem.

 

Dessa forma as vias biliares apresentam fragilidades quando o paciente não consegue confrontar as situações e tem que ficar calado perante uma situação territorial sem poder dissuadir, sem poder confrontar, retomar o território ou dar o seu limite com relação à outra pessoa, não pôde afastar aquela pessoa de perto dela ou não pôde trazer alguém que representava o seu território (perder alguém que gostava muito e não poder trazer aquela pessoa de volta).

 

No caso da curvatura menor do estômago, já atendi pacientes que apresentavam gastrite, com queimação central no estômago, devido a situações profissionais por exemplo, onde os sócios tomavam atitudes de deixavam a pessoa com uma sensação de raiva indigesta, contrariado com as decisões, fazendo a permanência do sintoma, enquanto permanecia a sensação de irritabilidade.

 

E aí, isso faz sentido para você?

 

Pacientes com episódios de raiva, de rancor, de injustiça... e que nestes momentos chegaram a sentir uma dorzinha na região do abdômen (na região lateral direito do abdômen). Isso realmente pode ter relação com a situação de estresse, raiva e de justiça.

 

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Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador do Curso Origens

 

Quinta-feira, 28 de Maio de 2020
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