Você tem pacientes de pavio curto?

Você atende pessoas explosivas e que as vezes acabam atacando as pessoas instintivamente? Daquele tipo que quando viu, já falou, já explodiu e já disse o que não queria?

 

Pois é, eu vejo muitas pessoas aqui no consultório que são explosivas, que acabam falando sem querer e magoando seus próximos, já ouvi até quem dissesse: “eu falo mesmo não quero nem saber”. Só que isso nem sempre é bom, nossos pacientes precisam ponderar em alguns momentos, mas alguns realmente por mais que queiram, não conseguem. Você sabe qual é o real motivo disso?

 

Nos estudos da Origem Emocional dos Sintomas nós temos uma explicação do porquê as pessoas são explosivas, elas geralmente estão em conflitos ativos, expressos dentro do cérebro e isso porque sempre que uma pessoa vive um conflito, uma situação de frustração, trauma... ela tem uma fragilidade ao mesmo tempo no cérebro (em centro de controle dos órgãos no cérebro) e no órgão correspondente. E nesse momento, dessa relação aqui que nós estamos falando de pacientes explosivos, eles têm que ter o que chamamos de constelação esquizofrênica cerebral presente no córtex cerebral. Esta constelação não tem relação com a técnica da Constelação Familiar, mas sim uma denominação do Dr. Hamer, identificador das Leis Biológicas, que denominou constelação, quando existem mais de um foco ativo no cérebro, ou seja, quando há fases de estresse perante a duas situações distintas, que atinge os dois hemisférios cerebrais ao mesmo tempo.

 

Sendo assim, essa constelação tem que ter dois focos ativos ao mesmo tempo no cérebro, mas, o que isso quer dizer? Que o paciente possa ter vivido um trauma que afetou um lado do cérebro e isso está ativo dentro dele, ainda está passando por uma raiva e frustração não resolvida e ao mesmo tempo ele tem que ter um foco ativo do outro lado do cérebro, é isto que gera a constelação esquizofrênica cerebral. No caso aqui, o que é chamado de constelação agressiva. Por exemplo, aquela pessoa que explode, transborda, bate, dá murro em porta, quebra as coisas ou explode verbalmente.

 

E quais são os focos dessa constelação esquizofrênica específicos?

 

Para esta constelação tem que haver um foco em hipersimpaticotonia na região das vias biliares ou da pequena curvatura do estômago ou das vias pancreáticas. Isso acontece quando esse seu paciente vive uma contrariedade indigesta, uma injustiça, uma raiva, ou seja quando ele está passando por uma situação em que ele não aceitou o que estava acontecendo, ele não digeriu aquela situação com um contexto de injustiça, de raiva, isso fragiliza essa região do cérebro e pode desencadear um contexto de dores no estômago, problemas de vesícula, das vias biliares, vias pancreáticas.

Ao mesmo tempo o paciente tem uma fragilidade no foco do centro de controle cerebral da mucosa do reto do intestino. Essa mucosa do reto tem relação com uma sensação emocional de crise de identidade. Qual é o lugar desse paciente? Onde é seu espaço? Não estão dando a ele o seu lugar, não estão dando a ele seu espaço. Ao menos é a sensação que ele pode ter.

 

Vou dar um exemplo: quando uma criança pode ser explosiva? Quando um irmão nasce. O que acontece quando um irmão nasce? Ela perde a  sua identidade, seu lugar, perde o seu espaço, podendo entrar num contexto de não saber mais exatamente qual é o seu quarto, o seu colo não está mais ali, essa criança não sabe qual é a direção a tomar, como deve se comportar, qual é o lugar que ela deve ficar na casa ou se seus pais dão mais atenção para o irmão e ela não tem mais seus pais. Essa criança está realmente sem saber qual é a direção, qual é o território e o espaço dela, e se ao mesmo tempo ela quer chamar um pouco de atenção, para tentar tomar aquele espaço de volta e o pai entra numa relação de raiva e acaba brigando, alterando a voz com aquela criança, ela pode entrar numa frustração de contrariedade indigesta, com uma sensação de injustiça porque ela não entende o que está acontecendo e muito menos entende por qual motivo o pai está brigando com ela, afinal ela só queria ter um pouquinho de atenção e ela não está entendendo nada. Desta forma estes dois focos ativos geram a sensação de biomaníaco agressivo. É aquela criança que vai esmurrar a parede, chutar a porta, vai bater a cabeça no chão, gritar, ficar brava e ela pode até se auto agredir ou agredir as outras pessoas.

 

E isso acontece nos adultos também. Se falarmos daquele pai que viveu uma situação no trabalho de perder a identidade, porque trocaram ele de posto ou ele trabalha na prefeitura, mudou de prefeito e ele foi jogado para escanteio e perdeu seu local de trabalho, perdeu a identidade dele ali, e ao mesmo tempo, ele poderia viver uma outra situação de injustiça ou mesmo essa mesma situação tem também uma sensação de injustiça. Isso ativa os dois focos do cérebro simultaneamente da vesícula, vias biliares, vias pancreáticas ou curvatura menor estômago e reto do intestino e gerando essa sensação explosiva. Ele pode explodir a qualquer momento com outras situações, com outras pessoas e em outros lugares e cada vez que ele vive novamente uma situação de injustiça, ou de perder seu lugar, ele explode. Tudo com uma única intensão do cérebro, a busca de retomar meu território.

 

Se os brônquios estão fragilizados ao mesmo tempo, há a alteração de voz, representando aquela pessoa que altera o tom de voz para reconquistar o espaço. Porque o cérebro provoca isso? Porque ele perdeu sua identidade, perdeu seu território e ele precisa reconquistar esse espaço, e se ele não for agressivo ele não vai conseguir isso, mas por enquanto como ele está submisso a uma situação em que ele se frustrou de perda de território, ele está na frustração e não pode reconquistar. Então o cérebro tem que achar uma maneira de ganhar um tempo de sobrevivência, porque no mundo animal, se o animal não tem o seu território ele está propenso a morte e para nós não é nada diferente, então o cérebro joga o paciente pra raiva, para a irritabilidade, para ser explosivo, para que ele possa reconquistar esse território.

 

E você já teve aqueles pacientes que disseram ter momento de explosão?  Será que agora olhando pra esse momento de explosão e olhando para essas conotações de perda de identidade com a relação de injustiça e contrariedade, você como terapeuta, consegue relacionar o que seu paciente estava vivendo e que o fez explodir naquele momento? Ou o que faz hoje em dia ele ter essa irritabilidade e explodir contra os entes queridos, com as pessoas próximas dele?

 

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Se você quer aprender mais, quer ir mais a fundo então você não pode perder esse ano a Leis Biológicas Experiência que acontecerá em novembro! Fique ligado que logo trago mais informações.

 

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Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador do Curso Origens

Quinta-feira, 18 de Junho de 2020
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