As cicatrizes como proteção

Você já teve um paciente que se sentiu atacado, ferido por uma pessoa ou teve a sua integridade física abalada de alguma maneira? Será que isso pode afetar o corpo deles?

Hoje vou falar sobre o mesoderma antigo, denominação que o Dr. Hamer deu aos tecidos que são como fonte de nossa proteção. Um dos principais tecidos do mesoderma antigo é a derme. A derme fica logo abaixo da epiderme e ela serve como uma camada de proteção que impede que nosso corpo seja atingido internamente, ou seja, no mundo animal quando uma zebra é abocanhada por um leão a derme é perfurada, mas se essa zebra tem a sorte de fugir do leão, aquela região do corpo onde ela foi perfurada começa a desenvolver um tecido mais grosso e mais fortes para resistir a uma possível nova ameaça, ou seja, o nosso corpo têm a capacidade de aumentar a proteção do tecido tornando aquela região mais forte e mais resistente.

 

Isso acontece com nossos pacientes também. Quando alguém é cortado ou quando passa por uma cirurgia, terá a integridade física atingida, ou seja, o corpo é perfurado e atacado por um bisturi, por exemplo. Nessa região que foi cortada e perfurada o organismo vai produzir um tecido mais forte e mais resistente, até mais grosso muitas vezes, a cicatriz,  fazendo com que esse tecido se torne um pouco mais rígido, para tentar  evitar que ocorra de novo uma perfuração naquele lugar, e assim o corpo busca se tornar mais apto a se defender na próxima situação. Temos que ter também em mente que dependendo a forma que a pessoa irá interpretar o corte, que será o disparador da quantidade de tecido proliferado, ou seja, se a pessoa está tranquila perante a cirurgia ou ao corte, a cicatriz será pequena, mas caso tenha medo, não se sinta a vontade, ou tenha muita dor, maior será a proteção que o corpo tenderá a colocar.

 

O corpo é sábio e ele tenta nos proteger, só que dependendo da intensidade desse corte ou da intensidade da emoção do momento em que o paciente viveu aquela situação, aquele tecido vai ser mais grosso chegando ao ponto de produzir um quelóide, que é um tecido com tentativa de aumentar a proteção caso ocorra um novo corte sobre aquela mesma região.

 

Isso acontece não somente com situações de cortes, mas quando um paciente se sente atacado ou ferido por palavras, eles também podem desenvolver algumas estruturas maiores em determinadas regiões, um exemplo são as verrugas. Elas derivam de alguns ataques que seu paciente pode ter sofrido com sensações de sujeira, muitas vezes, ou situações onde ele se sentiu injustiçado perante o ataque de alguma pessoa próxima.

 

Não somente os tecidos externos podem promover uma cicatriz aumentada, mas também os tecidos internos. Nosso corpo tem tecidos que revestem os órgãos e que são extremamente importantes para a nossa sobrevivência: como o pericárdio, peritônio, e a pleura são tecidos de revestimento e de proteção para os órgãos, então, quando seu paciente se sente atacado, ou quando sente que levou um “golpe baixo” de alguma pessoa, quando ele se sente ferido é como se o corpo se sentisse realmente ferido no peritônio e assim este tecido pode desenvolver uma disfunção, uma alteração.

 

Cada tecido tem uma relação emocional específica, é claro, mas um dos principais tecidos atingidos também nesse grupo do mesoderma antigo são as glândulas mamárias. Quando você têm uma paciente que é mãe e ela se vê impotente de proteger um filho que está doente, que está tendo dificuldade ou que sofreu um acidente ou mesmo uma mãe que viveu a morte de um filho, ela pode desenvolver uma fragilidade na glândula mamária.

 

A glândula mamaria tem como função nutrir ou proteger os seus filhos ou pessoas próximas, por ser uma invaginação da derme. Não precisa necessariamente ser filho, mas se uma mulher vê o esposo, uma pessoa que ela ama muito, uma irmã que passa por uma grande dificuldade e que ela se sente impotente nutrir, de proteger ou dar sustento nutricional para essa pessoa, ela pode desenvolver alterações nas glândulas mamárias, provocando até mesmo alguns módulos.

 

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Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador do Curso Origens

Quinta-feira, 25 de Junho de 2020
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