Seu paciente se sente sempre criticado?

Será que seus pacientes conseguem identificar quando alguém está brigando com eles ou está simplesmente dando um conselho?


Hoje eu vou falar sobre a percepção do paciente que está se sentindo atacado, quando recebe uma crítica. Essa observação nem sempre é verdadeira, ela pode vir da interpretação que o paciente faz da situação, fazendo com que um conselho seja visto como uma crítica.

 

Esta percepção não é muito frequente com as pessoas que nunca viveram essas críticas, pois se uma pessoa nunca viveu uma crítica marcante na vida, ela pode passar por aquela situação sem dar tanta bola e seguir em frente.

Entretanto, aquelas pessoas que na infância foram criticadas, atacadas, ouviram que não faziam nada direito ou que faziam tudo errado, foram comparadas ao irmão e etc...  carregam a sensação de que estão sempre erradas e na adolescência e vida adulta quando já com o “barril” cheio de situações de críticas, transbordam tudo aquilo que ficou guardado.


Então toda aquela raiva, toda aquela frustração que ela já tem embutida dentro dela faz, com que uma simples crítica a desmonte, ou mesmo faz com que ela interprete que as outras pessoas estão sempre a atacando e criticando apenas com o olhar. Eu já atendi vários pacientes que falavam que estavam na mesa de almoço e “só de minha mãe (ou pai) olhar eu já acho que eu fiz algo errado”.

 

Às vezes o olhar da pessoa já transmite uma sensação de crítica e você por que isso acontece? A resposta é que o equilíbrio emocional dessa pessoa não está bem o bastante com relação a críticas.

E o que vem a ser um equilíbrio emocional?

É a forma com que lidamos com as situações de estresse, claro que nem sempre, realmente, é fácil lidar com as situações de estresse, mas quanto mais carregamos essas informações do nosso passado, mal resolvidas, mais difícil fica de lidar com as críticas atuais.

 

Quando o paciente carrega essas crenças de que realmente “sempre me falaram que eu não sou capaz”, “sou um zero à esquerda”, “não faço nada direito” ele nem tenta fazer alguma coisa, nem começa a tomar uma decisão, porque pensa que vai dar errado mesmo. “Porque vai dar certo agora?” Ou ainda tem aquelas pessoas que vai em frente pra querer provar àquelas pessoas que a criticaram, que elas são capazes, mas a mínima crítica ou erro, desaba, se auto culpabilizando.

Das duas formas, sendo não tomando decisões por medo de errar, ou tomando decisões e se culpando pelo mínimo erro, podem ser fontes para gerar sintomas e alterações para essa pessoa, sejam físicos ou emocionais.

 

Então quando esse paciente consegue ter esse equilíbrio emocional para lidar com essas situações de críticas ele pode então ultrapassar a frustração e conseguir que quando uma pessoa realmente o critique, ele consiga pegar o que é bom daquilo e entender que ele faz o seu melhor e isso é bom e suficiente, que ele não é perfeito e faz o melhor que pode ser e quando errar, saber que fez o melhor que podia, dentro dos seus limites. E isto é possível quando enfim olhamos para o passado, e podemos ver de forma diferente nossa história.

 

Enquanto existir essa cobrança exagerada de que nunca tá bom o suficiente, ele acaba sofrendo demais e se desmotivando com a própria vida. E pra que seu paciente possa ter uma inteligência emocional é necessário que ele olhe para dentro de si e consiga entender onde estão todas as sabotagens e os bloqueios para que ele possa então mudar essa percepção.
Só que nem sempre é fácil mudar sozinho essas percepções e é necessário sim, um acompanhamento com algum profissional que trabalhe exatamente com essa parte de traumas ou de crenças que estão sabotando o paciente.

 

Será que isso foi interessante para você? Fez sentido para você, enquanto terapeuta?

Aproveite essas informações. Olhe para as crenças que sabotam teu paciente e tente realmente ajuda-lo a colocar no papel o que é a informação correta para que ele consiga se sentir bem com ela.

Modificar para uma informação positiva ao invés da manutenção das informações negativas que o jogam pra baixo e que o impede de crescer na sua vida familiar, profissional ou mesmo financeira.

 

Se você entendeu essa relação e gostou desse artigo, compartilhe com seus colegas terapeutas e me mandem comentários para que possamos ir trocando informações, esclarecendo dúvidas e nos fortalecendo cada vez mais como uma comunidade, em busca de resultados mais rápidos e eficazes em nossos atendimentos. #comunidadeorigens

 

Se você quer aprender mais, quer ir mais a fundo então você não pode perder esse ano a Leis Biológicas Experiência que acontecerá em novembro! Fique ligado que logo trago mais informações.

 

Quer saber mais sobre a Origem Emocional dos Sintomas? Confira os vídeos com outros conteúdos no YouTube.com/ivanbonaldo

 

Dr. Ivan Bonaldo (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta e idealizador do Curso Origens

Quinta-feira, 23 de Julho de 2020
Voltar
Rua Silvio Vidal - 175, Sala 601 | Centro Médico Dr. Silvio Vidal - Pato Branco - PR
ivanbonaldo@yahoo.com.br | ativaterapias@gmail.com
(46) 3025-5399 | (46) 9981-2112
Site Desenvolvido por Agencia PQPK